Cada vez mais chego à conclusão que raras pessoas me conhecem. Pensava eu que tu te incluías nesse número quase neutro, pelo visto estava enganado redondamente. Quando algo de tão trivial, tão óbvio te ludibria de forma a pensar que todos (incluindo-me a mim) te perseguem e se cosem pelas mesmas linhas. Pena tenho eu que algo que teimas em albergar no coração segundo a tua boca se desvaneça em minutos por tão pouco.
Não estou zangado, não quero desculpas. Apenas estou desiludido, se em miúdo nestas alturas corria atrás para esclarecer situações, agora vejo o quanto mudei nestes anos. Não sinto a mínima necessidade de me justificar por algo que não fiz. Isso converteu-se numa súbita necessidade de dar espaço à minha pessoa.
