06 de Março de 2010

Cada vez mais chego à conclusão que raras pessoas me conhecem. Pensava eu que tu te incluías nesse número quase neutro, pelo visto estava enganado redondamente. Quando algo de tão trivial, tão óbvio te ludibria de forma a pensar que todos (incluindo-me a mim) te perseguem e se cosem pelas mesmas linhas. Pena tenho eu que algo que teimas em albergar no coração segundo a tua boca se desvaneça em minutos por tão pouco.

Não estou zangado, não quero desculpas. Apenas estou desiludido, se em miúdo nestas alturas corria atrás para esclarecer situações, agora vejo o quanto mudei nestes anos. Não sinto a mínima necessidade de me justificar por algo que não fiz. Isso converteu-se numa súbita necessidade de dar espaço à minha pessoa. 

Escrito por Emanuel às 12:30

Acho piada aos putos que acham que por amor jamais se abre mão de uma pessoa, que por amor não se fica feliz com a felicidade da pessoa amada, ainda que nós não façamos parte dela. Acho piada pois só quando se ama a primeira vez somos capazes de ver o mundo com tal abertura de espírito. Até lá, talvez pouco mais somos do que meros egoístas. Faz-me confusão nos nossos dias ainda ver amor ser confundido com posse, sentimento confundido com emoção ...

 

Escrito por Emanuel às 00:01

05 de Março de 2010

Tenho saudades de ser puto com os meus 13/14 anos, das noites de verão. Saudades das conversas, dos risos. Saudades de chegar tarde a casa por ter estado com os amigos, olhar para o meu quarto, atirar-me para cima da cama, usar um computador sem ter internet.

Está comigo toda a nostalgia desses tempos! Os cheiros do verão, os amigos, as minhas roupas que entretanto ficaram gastas. As longas noites onde me prestava a andar de bicicleta como se fosse o último dia em que o podia fazer. Os gelados, as curtes, os sumos gelados, as pizzas, as janelas abertas, o refrescante algodão dos lençóis, os beijos, a felicidade simples e despretensiosa, o agora. Músicas como "Frozen", "I don't wanna miss a thing", "Thank You" ... e tanto mais que marcou uma época. As primeiras chuvas, os dias de nevoeiro, o regresso às aulas, o gosto pelos cadernos organizados, o de passar matérias a limpo. A suavidade da flanela no inverno, as longas e frias noites, o deitar tarde, a caneca de leite quente antes de dormir, a fase da banda desenhada, o acordar cedo, a estupidez, o riso.

Às vezes parece que só somos felizes no passado, numa época remota, a mais pura mentira. Simplesmente quando temos épocas menos felizes tendemos naturalmente a ir busca-lo. Quando estamos felizes não o podemos fazer, estamos ocupados demais a viver a felicidade presente. Isto é uma bênção ao Homem, pois quando o presente não nos sorri, podemos ser felizes com o nosso passado.

Escrito por Emanuel às 03:00

Nunca falei deste filme no blog, entretanto andava por aí a ler e lembrei-me dele. Talvez para muitos em nada genial, ainda assim "My Blueberry Nights" é daqueles filmes que não me canso de rever como se fosse a primeira vez que o faço. Gosto de banalidades, pois elas dão-nos o verdadeiro sabor de estar vivo. Posso assim dizer que amo a banalidade deste filme.

 

Elizabeth: So what's wrong with the Blueberry Pie?

 
Jeremy: There's nothing wrong with the Blueberry Pie, just people make other choices.                             You can't blame the Blueberry Pie, it's just... no one wants it. 


Elizabeth: Wait! I want a piece.

Escrito por Emanuel às 00:00

04 de Março de 2010

Segundo o Peopleware a próxima versão 10.4 do Ubuntu terá novamente melhorias no que toca ao look do sistema. Enquanto uns se queixam da eventual semelhança com o design do sistema operativo da Apple, eu neste aspecto não tenho nada contra. Boas ideias são para ser utilizadas e até melhoradas e neste caso penso que é do que se trata, sendo que olhando para as imagens seguintes o que vejo é minimalismo. Não gostei de todo do botão fechar das janelas, trocava aquele vermelho por outro tom ainda que da mesma cor. No entanto é bom ver que cada vez mais há uma preocupação latente em termos de design, de modo a que se contrarie aquela ideia um pouco nativa de que o "Linux é feio".

 

Actualização:

O aspecto das descrições pôs-me a babar, mais importante do que qualquer alteração de tema era realmente alterar a aparência das mesmas.

Escrito por Emanuel às 11:15

Eis que ontem ia a uma agência de viagens  marcar uma viagem para Punta Cana (que não é para mim com muita pena minha) quando vejo alguém familiar sentado no outro lado do bus. De imediato tive ideia de quem se tratava, encarei-a de forma a estabelecer contacto visual, mas ela não me ligou puto... Então desviei o olhar e não lhe voltei a olhar.

Entretanto a Guida chamou-me para sairmos "Ima estou aqui!!", estando ela abafada no meio da multidão do bus, lá saímos. De imediato comentei a estranha sensação que tinha tido e realmente não parecia apenas só impressão minha. Nisto recebo uma sms... era mesmo a Diana que ia do outro lado do bus!! Foi deveras estranho, mas muito engraçado. Viajamos juntos, identificamo-nos e não estabelecemos contacto.

Escrito por Emanuel às 11:00

03 de Março de 2010

Hoje deu-me para andar a explorar e encontrei isto, de ínicio achei-me com amnésia pois não conhecia o blog nem me lembrava do comentário, verifiquei o Emanuel em questão e realmente tinha um link para o meu blog para um texto que já não existe, não sendo porém a minha página de perfil do sapo.

Quem é que no seu perfeito juízo anda aí a comentar outros blogs e a usar um nome que não o dele, a expressar uma opinião que não é em nome próprio e ainda por cima a promover links para páginas do  meu blog? Fiquei fodido de inicio, depois só me ri... há gente que definitivamente não isola bem da tampa. Achava eu estranho procurarem o meu nome no Google. Fujam os loucos 'andem' aí.

Escrito por Emanuel às 11:00

Estava agora para me enfiar no duche e tomar um bom banho a ferver, pois preciso de aliviar tensões. Sim já sei... vão-me dizer "podes aliviar as tensões de outras formas" e eu respondo "ah e tal eu sei que sim mas isso não é da vossa conta!"

Anywho estava aqui a pensar na minha vidinha e a constatar que gostava de ser alguém que consegue dormir todos os dias à mesma hora, que nunca vacila quando vê que tem um grande desafio pela frente, que rentabiliza o seu tempo da melhor forma. Alguém que nunca duvida e tem medo, gostava de ser como no tempo em que ainda não havia aprendido a chorar.

Por outro lado jamais quero perder a capacidade de me surpreender, de continuar a rir de mim mesmo, de sentir que vivi mais um dia, de me achar louco por pouco me amar. 

Há dias que me fazem pensar no quão mau sou a gerir isto a que chamamos  vida. Não serei o único por certo e talvez uma vida perfeita também seja demais para mim... Só queria que todos os momentos fossem como aqueles de imperfeição em que estando a chover fecho o guarda-chuva e desço aquela rua ao som da minha música, ou então às 5 da manhã estando sentado, sinto a escuridão e ouço o silêncio, enquanto como umas torradas e bebo um café. Gosto muito mais de viver enquanto o vosso mundo dorme.

 

 

P.S- Pode não  fazer sentido, não é essa a pretensão... há coisas que precisam de extravasar             ainda que ninguém as consiga compreender e neste remate também estou eu.

 

Escrito por Emanuel às 02:30

02 de Março de 2010

É a única explicação que arranjo para o que vou relatar. Anteriormente o meu blog era um baú de sonhos, os quais fazia questão de guardar. Isto porque a vida também é feita deles e que por serem pouco relevantes para a nossa história de vida acabam por ser esquecidos.

No sonho em questão estava a passear na baixa portuense, em plenos Aliados, nisto  vou para o cruzamento da Rua Formosa com a do Bonjardim e meto-me na última, de repente vejo uma loja nova. Toda em tons de azul por fora e com um letreiro clássico e grande a dizer "Alves". Entro na dita loja e eis que dou de caras com a Laurinda Alves e a sua mãe as quais amavelmente começam a falar comigo enquanto eu vejo os mais variados produtos, ficando fascinado por um livro o qual pedi para mo reservarem para oferecer à minha mãe. Despedi-me e elogiei o estabelecimento ficando a promessa de um breve regresso. Agora expliquem-me para que é que eu inventei uma loja nova? Não podia antes ter ido comer com a Laurinda umas bifanas à conga ou tomar café na Sanzala? 

Conclusão ler em demasia acaba por alimentar a nossa imaginação e no meu caso isso é grave. Quem não sabe do que falo pode ler esta história, por exemplo...

Escrito por Emanuel às 01:00

 

Escrito por Emanuel às 00:00

Posts Antigos: Home 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Arquivo
2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


Procurar
 
Na rede

Mais Comentados
15 Comentários
11 Comentários
9 Comentários
Comentários
Emanuel, não podia concordar mais.Já gostei muito ...
Já a conheces; por acaso até é aquela música que a...
Com a Diana nunca me cruzei, o que é estranho tend...
Kai se te deres ao trabalho  consegues por is...
Verdade nada tem o mesmo sabor, mas há muitos trav...